Tá combinado. Amanhã. Nós dois. No mesmo horário.
Só quero te ver de novo, ver se você já sabe passar suas calças sem meu auxilio, ver se as golas de suas camisas estão engomadas, se teus sapatos estão ilustrados, se tua barba está feita. Quero ver se houve alguma mudança após o nosso fim, ou se ficou do mesmo jeito que eu o deixei. Eu confesso, tenho medo de encontrar você de outro modo, com outras maneiras. Tenho medo de você ter perdido qualquer resquício que faça você lembrar-se de mim de alguma forma. Quero lhe informar que, eu também mudei – talvez você nem me reconheça mais. Como dizem por aí “Tô podendo”. Faz dois anos que não nos vemos mais, perdemos contatos. Não nos vemos mais. Depois de você namorei mais um cara, o nome dele era Gustavo, mas eu sempre o chamava de “Gus” ou de “cuscuis” na intimidade. Ele foi bom comigo.. Ô se foi! Mas foi só isso. Foi bom até demais. Não me sacaneava. Sempre chegava no horário. Sabia como me aquecer. Beija-me conforme o ritmo. Encaixava-me do modo como me dava mais prazer. Sabia como me zelar. Compreendia-me. Até demais. Decifrava-me como ninguém. Era bom demais. O cara era perfeito. Era o genro que toda mãe pede á Deus. E até hoje, sinto um pouco de remorço pelo sofrimento que causei ao coitado. Fico pensando se não devo te procurar, pelo menos pra dar um sinal de vida, ou um abraço e dizer “senti saudade..” qualquer coisa assim. Por que não te procurar? Hein? O que me impede? Vou perder alguma coisa? Por que não ir atrás de você? Atrás do tempo perdido? Mesmo querendo esconder, no fundo.. No fundo, quando ouço alguma musica de despedida, logo me vem na mente, você e o nosso adeus não dado. [..] Depois de te procurar em todas as redes sociais existentes, de tentar achar alguma pista sua pelos nossos antigos amigos.. Encontrei-te! “Avenida Brasil travessa com a Marechal, apartamento 15, porta marrom” Anotei em rascunhos no meu celular e fui te caçar. Não foi tão difícil como eu pensava. Posso dizer uma coisa? Só entre nós? Eu espero que você esteja todo desengonçado só pra ter algum tema pra conversar contigo. Achei-te danado! – pensei comigo. Bato duas ou quatro vezes? É melhor duas, quatro é sinal de desespero. Tapar o olho mágico, sim ou não? E se ele me reconhecer? Não.. Ele não vai. Tá! Vou tapar. Vai.. um..dois.. Três.. Bate! Meu cabelo, ai ai meu cabelo. Tá bom? Será que tá? Ah, vai assim mesmo! “Toc toc” A porta tá se abrindo.. Tá se abrindo! Meu Deus.. Abriu! “Olá” – Fiz merda, fiz merd.. “Oi..” “Posso te oferecer algo?” – tanta coisa, meu bem.. “Não se lembra mais de mim?..” “E deveria?..” – toma.. Eu merecia isso. “Eu não sei, me diz você..” “Entre, não é elegante deixar uma moça no corredor, e, por favor, não repare na bagunça..” – entrei e sabe? Nada mal, tudo bem definido.. Do jeito que eu gostaria que fosse meu cantinho. “Belo apartamento..” “Também acho..” “Enfim, não sou familiar para você?.. Nenhum pouco?” “Um pouco é.. talvez médio.. um tico a mais.” “Não é pra menos, faz dois anos que não nos vemos..” “Não me ajudou muito, se você me conhece, deveria de saber que sou péssimo com datas..” – eu podia ter dormido sem essa.. Eu podia. “Ah sim.. desculpe-me, não deveria de ter vindo. Enfim, foi bom revê-lo novamen..” “Ei, eu não fui grosso. Aliás, tu nem se apresentou direito, vá.. diz-me, qual é o teu nome?..” “As palavras saem quase sem querer rezam por nós dois, tome conta do que vai dizer.. lembra-se dessa musica? – sou horrível cantando meu Deus! “Não acredito.. Não pode ser! Porque não disse logo que era você? Hein?”– esse sorriso.. ai ai. “Suspense…” “Você mudou hein.. Venha, dê-me um abraço..” – então eu o abracei e senti aquele cheiro de Rexona recém-passado. “Seu abraço ainda continua confortável..” – o seu também.. do jeitinho que eu gosto. “Essa fala já é familiar para os meus ouvidos viu..” – olha eu ferrando com tudo mais uma vez “É né.. Você está linda” “Você também não está nada mal..” “Você ainda continua baixinha..” “E você continua com cheiro de Rexona..” “Quanto tempo não? Porque só agora veio me ver..?”– E agora? O que vou dizer? Nem eu sei por que vim, não quero começar isso de novo.. não agora. “Tava passando por aqui.. E soube que tu moravas aqui perto, e vim ver-te, nada planejado e tal..” “Nada planejado?..”“ Nadica”..” “Fico feliz com sua visita” “Fica..?” “Fico.. e muito” “Vou-me embora.. tá tarde!” “São duas horas da tarde..” “Viu.. como eu disse, tá tarde” – falei apontando para o sol, trocadilho idiota. “Você e suas piadinhas..” “É.. eu e elas..” “Fica..” “Fica o que?” – Tenho essa mania de dar-me de desentendida sempre nas horas erradas. “Fica aqui comigo mais um pouco, você acabou de chegar hora essas..” “Tenho que pagar minhas contas..” “Você pode pagar amanha.. depois de amanha..” “Eu sei.. Mas preciso pagar hoje..” “Tá então, já que você quer tanto ir.. pode ir, sem problemas.” – Insiste mais um pouco.. Estou quase desistindo de ir, e ficar mais um pouco.. “Ok! Se cuide.. “Até qualquer dia.”. “Até..” – Levou-me até porta, deu um aceno, bateu a porta e fui-me embora. Esse era o seu grande erro. Deixava-me ir. Sempre me deixou ir. Lembra-se das ultimas coisas que lhe disse há dois anos atrás? De que, eu queria ver você lutando por mim mesmo sabendo que, teria-me no final? Parece que não.. Mas ao contrário de você, eu não sou assim, luto até o fim. Como você disse.. sem problemas! Amanhã vou até o seu apartamento, e tentamos novamente.
Sei que você nunca me compreenderá, e provavelmente, não lerá até o fim. Não quero que fique com pena de mim e de meus sentimentos, ok? Tenha pena dos cancerosos que estão à beira da morte, não de mim – minha doença passa.. A deles? Provavelmente não. Não me veja com outros olhos, não pense em mim com ternura, não derrame lágrima alguma por mim, pois acredite se quiser, não derramei nenhuma gótica de lagrima se quer escrevendo isso pra ti – foram só ciscos, toda vez que vou escrever que contenha você, direta ou indiretamente, ciscos do demônio atacam os meus olhos, são só ciscos! Não pense que escrevi isso pra você deitado em minha cama, tomando um café de ontem e relembrando do café gostoso que só você sabia fazer. Pois saibas que tomei todas as precauções possíveis, escrevi debaixo de minha cama tomando um copaço de água; confesso, minhas costas clamam por clemência – até de longe tu me causas dores terríveis, nada que dorcillax não resolva. Lembra quando disse a você que, por mais que você tentasse me fazer tomar café eu nunca que iria tomar? Pois bem, eu até tomo, tomo mesmo, mas não gosto! O gosto é horrível, insuportável, amargo, minha língua queima sempre no primeiro gole que levo a minha boca. Meu bafo fica terrivelmente monstruoso, me sinto uma porca depois de tomar mais um gole de café. Como você aguenta? [..] Creio eu que, você deve de estar se perguntando o porquê de eu estar tomando TODOS os dias, mesmo não gostando nenhum pouco de café, não é mesmo? Eu não sei, é que.. Meu paladar se acostumou em sentir o gosto amargo pra ganhar um sorriso seu. Diga-me, como você aguentava me beijar depois de duas xícaras de café – sem leite, purinho.. purinho? Eu não quero fazer longos discursos, sou ótima nisso, mas a fadiga e a preguiça me impedem de fazer o mesmo. É que por mais que nós já não nos pertencemos mais um ao outro, no fundo.. No fundo, tem uma pequena parte, gigantesca, dentro de mim que ainda te pertence, que ainda é submissa á você. Eu vou pra balada todo fim de semana sabia? Já perdi as contas de quantos e quantos caras já beijei, dei amassos, levei pra cama.. Mas se quer saber? Os nomes dos caras pra mim eram iguais ao seu. E você? Ah, não me deixou pra trás também, fiquei sabendo que depois de mim, você namorou umas duas, ficou com umas dez, e estava de peguete até semana passada. Mas foi esse o combinado. Nós sorrimos um para o outro, trocamos apertos de mãos, uma batidinha de leve nas costas, desejamos felicidades um ao outro, e pronto! Estava tudo acabado entre nós. Eu aparentava estar contente com a decisão tomada. Você também. Fui em frente. Você também. Passaram-se dias, semanas, meses e nada, nada mudou. Continuei indo pra festas. Peguei. Namorei. Chorei. E assim sucessivamente. E você..? A mesma coisa! O ruim de tudo isso é que, você já se acostumou a fingir que não existo, que em nenhum momento fiz parte de sua vida. O ruim de tudo isso é que, você já não evita mais meu olhar, você já consegue me encarar, de me ver de frente. Você passa me cumprimenta, dá beijo no rosto, pergunta sobre o meu dia, e vai embora. E eu? Eu ainda sinto arrepios quando seus lábios tocam o meu rosto, fico sem graça quando você diz que em tal dia, a roupa que eu estou vestindo, caiu bem em mim. Sem pensar, eu ainda me pego clamando o teu nome baixinho, pra ninguém ouvir, pra você não ouvir. Eu não durmo mais sozinha, pelo contrário, sempre tem um babaca pra acreditar em minhas falsas promessas de amor eterno – mas que é nenhum deles tem um abraço que me encaixa tão bem como o seu. Sabe aquele seu chulé fedorento que eu tanto reclamava? Nenhum deles tem problemas com odores desse tipo, mas toda vez que levo algum cara aqui em casa, eu peço aos céus que algum deles tenham o chulézinho que só você tinha. Eu odeio ter que admitir que, depois de tanto tempo, depois de tantas páginas viradas, eu não consegui desviar a minha rota de você. Eu não quero saber como você está e muito menos qual é o seu estado de relacionamento nesse exato momento. Só quero que você venha quando eu te chamar bem baixinho antes de dormir, ou a qualquer hora do dia. Mas venha. Venha de pressa. Esqueça todas as baboseiras que eu havia dito antes. Não teve cara nenhum depois de você, estou do jeito que você me deixou. – PS. Perdoe-me por dizer algumas mentiras, mas meu orgulho teimou em tentar te ferir um pouco. - Objetivar
“Você pediu pra eu ficar – eu fiquei; mesmo sabendo que ao passar dos dias nós voltaríamos para o mesmo lugar – aonde eu quero ir embora pelo meu orgulho ferido, e você me pedindo pra ficar, com o seu jeito de cachorrinho morto. Eu jurei que seria a nossa ultima reconciliação, mas ontem você aprontou a mesma coisa que semana passada, e usou as mesmas desculpas, e eu senti as mesmas coisas, usei as mesmas palavras. E fiquei. Como sempre fico. Fiquei porque eu já havia me acostumado com o nosso ciclo vicioso. Fiquei porque você demonstrava mais afeto por mim no dia em que tu aprontavas. Fiquei porque já havia entrado na rotina o “perdão e a reconciliação”. Fiquei por medo de ficar sozinha, e te encontrar na outra semana nos braços de outra qualquer. Fiquei porque eu achava que não havia mais escolha – ou era você, ou você. No começo eu achava que pegava pesado contigo, que tu não merecias tantas cobranças feitas por mim. Sério, você sempre conseguiu fazer me sentir culpada de tudo. Culpada por não ter te ligado, culpada pelas brigas, culpada pelo dia. Culpada por tudo. E na real? Eu confesso. Eu fui uma completa tonta em deixar você me alienar desse jeito. Eu amei você. Esse é o “x” da questão, eu te amei até quando não deveria. E o principal. Amei-te quando tu não merecias. Na verdade, tu nunca mereceste um amor como meu. Um amor que foi capaz de cegar os olhos para sucumbir seus erros, e ao mesmo tempo, abrir os olhos para os seus gracejos. Um amor que foi capaz de sair de sua zona de conforto pra viver rodeados de espinhos. Um amor que outrora não conhecia o que era malicia e qual efeito ele causava, mas que hoje, tem medo de fechar os olhos e encontrar algo que faça lembrar você. Enfim. Um amor que você foi incapaz de sentir um terço sequer, nem metade, nem meio, nem de lado, nem redondo. Nada. Absolutamente nada. O pior de tudo é que, se nós brigássemos agora – nesse instante, pelos mesmos motivos, eu te aceitaria de volta. É isso. Eu te aceitaria mesmo sabendo que na outra semana que irá passar, tu cometerias os mesmos erros, e viria até mim com as mesmas desculpas esfarrapadas, eu derramaria muitas e outras lagrimas, me faria de difícil, mas no fim, eu abriria a porta de minha alma para você, outra vez. É que.. se não tiver você e seus erros, eu não vou ter do que reclamar pra meio mundo. Se não tiver você, não vai haver mais graça em ouvir musicas e ler livros de romances. Se não tiver você.. não vou ter do que reclamar. Sabe aquela história de que, tem gente que gosta do que não presta? É mais ou menos isso. Aliás, nunca disse que prefiro mansidão ao invés de tempestade. Nunca disse que prefiro chá ao invés de uma dose de café amargo. Foi por isso e dentre outros motivos que me apaixonei por você. Porque com você eu tive altos e baixos. Uma hora nosso amor estava no ápice, e em outro momento, estava preste a se desmoronar. Nunca entendi esse teu jeito torto, ou incorreto de demonstrar algum tipo de afeto por mim. Havia momentos em que, só com a ternura de seu olhar me deixava sem fôlego algum, e em outros, nem com um beijo longo me tirava um suspiro se quer. A grande e mínima diferença entre nós dois é que, eu amei você o tempo todo, não teve pausas, nem recusa de afeto e carinho algum. Fiz de mim o seu porto seguro, mesmo você se desfazendo de todo o esforço que eu fazia por nós. Tá bom eu sei, era quase impossível notar os meus esforços. Ah! Mas cá entre nós, você se quer fazia questão de notar. Você é daqueles que só acredita vendo – apalpando. Eu dizia que as roseiras de nossa saleta eram minhas prediletas como pretexto pra tu me perguntar qual era o motivo de acha-las entre tantas outras.. as minhas prediletas, e poder dizer que o motivo era que, elas me lembravam o seu cheiro; cheiro de folha molhada, único. Mas de você não saía nada além de “hm” ou um longo arfar, como se eu estivesse o importunando. E você? Tu me amavas quando o sol já havia dado o seu toque de recolher, e a lua já estava descansando. Tu me amavas quando você queria “descarregar todas as suas energias”. Tu me amavas quando eu dizia que iria embora e nunca mais queria vê-lo na minha frente. Era assim que tu me amavas, quando era conveniente para você e seu ego enfadado. E sabe o que é pior? É que caso, porventura a gente brigue – outra vez, e na hora você me pedir pra ficar, eu fico.” - Objetivar
“Você pediu pra eu ficar – eu fiquei; mesmo sabendo que ao passar dos dias nós voltaríamos para o mesmo lugar – aonde eu quero ir embora pelo meu orgulho ferido, e você me pedindo pra ficar, com o seu jeito de cachorrinho morto. Eu jurei que seria a nossa ultima reconciliação, mas ontem você aprontou a mesma coisa que semana passada, e usou as mesmas desculpas, e eu senti as mesmas coisas, usei as mesmas palavras. E fiquei. Como sempre fico. Fiquei porque eu já havia me acostumado com o nosso ciclo vicioso. Fiquei porque você demonstrava mais afeto por mim no dia em que tu aprontavas. Fiquei porque já havia entrado na rotina o “perdão e a reconciliação”. Fiquei por medo de ficar sozinha, e te encontrar na outra semana nos braços de outra qualquer. Fiquei porque eu achava que não havia mais escolha – ou era você, ou você. No começo eu achava que pegava pesado contigo, que tu não merecias tantas cobranças feitas por mim. Sério, você sempre conseguiu fazer me sentir culpada de tudo. Culpada por não ter te ligado, culpada pelas brigas, culpada pelo dia. Culpada por tudo. E na real? Eu confesso. Eu fui uma completa tonta em deixar você me alienar desse jeito. Eu amei você. Esse é o “x” da questão, eu te amei até quando não deveria. E o principal. Amei-te quando tu não merecias. Na verdade, tu nunca mereceste um amor como meu. Um amor que foi capaz de cegar os olhos para sucumbir seus erros, e ao mesmo tempo, abrir os olhos para os seus gracejos. Um amor que foi capaz de sair de sua zona de conforto pra viver rodeados de espinhos. Um amor que outrora não conhecia o que era malicia e qual efeito ele causava, mas que hoje, tem medo de fechar os olhos e encontrar algo que faça lembrar você. Enfim. Um amor que você foi incapaz de sentir um terço sequer, nem metade, nem meio, nem de lado, nem redondo. Nada. Absolutamente nada. O pior de tudo é que, se nós brigássemos agora – nesse instante, pelos mesmos motivos, eu te aceitaria de volta. É isso. Eu te aceitaria mesmo sabendo que na outra semana que irá passar, tu cometerias os mesmos erros, e viria até mim com as mesmas desculpas esfarrapadas, eu derramaria muitas e outras lagrimas, me faria de difícil, mas no fim, eu abriria a porta de minha alma para você, outra vez. É que.. se não tiver você e seus erros, eu não vou ter do que reclamar pra meio mundo. Se não tiver você, não vai haver mais graça em ouvir musicas e ler livros de romances. Se não tiver você.. não vou ter do que reclamar. Sabe aquela história de que, tem gente que gosta do que não presta? É mais ou menos isso. Aliás, nunca disse que prefiro mansidão ao invés de tempestade. Nunca disse que prefiro chá ao invés de uma dose de café amargo. Foi por isso e dentre outros motivos que me apaixonei por você. Porque com você eu tive altos e baixos. Uma hora nosso amor estava no ápice, e em outro momento, estava preste a se desmoronar. Nunca entendi esse teu jeito torto, ou incorreto de demonstrar algum tipo de afeto por mim. Havia momentos em que, só com a ternura de seu olhar me deixava sem fôlego algum, e em outros, nem com um beijo longo me tirava um suspiro se quer. A grande e mínima diferença entre nós dois é que, eu amei você o tempo todo, não teve pausas, nem recusa de afeto e carinho algum. Fiz de mim o seu porto seguro, mesmo você se desfazendo de todo o esforço que eu fazia por nós. Tá bom eu sei, era quase impossível notar os meus esforços. Ah! Mas cá entre nós, você se quer fazia questão de notar. Você é daqueles que só acredita vendo – apalpando. Eu dizia que as roseiras de nossa saleta eram minhas prediletas como pretexto pra tu me perguntar qual era o motivo de acha-las entre tantas outras.. as minhas prediletas, e poder dizer que o motivo era que, elas me lembravam o seu cheiro; cheiro de folha molhada, único. Mas de você não saía nada além de “hm” ou um longo arfar, como se eu estivesse o importunando. E você? Tu me amavas quando o sol já havia dado o seu toque de recolher, e a lua já estava descansando. Tu me amavas quando você queria “descarregar todas as suas energias”. Tu me amavas quando eu dizia que iria embora e nunca mais queria vê-lo na minha frente. Era assim que tu me amavas, quando era conveniente para você e seu ego enfadado. E sabe o que é pior? É que caso, porventura a gente brigue – outra vez, e na hora você me pedir pra ficar, eu fico.” - Objetivar
“Você pediu pra eu ficar – eu fiquei; mesmo sabendo que ao passar dos dias nós voltaríamos para o mesmo lugar – aonde eu quero ir embora pelo meu orgulho ferido, e você me pedindo pra ficar, com o seu jeito de cachorrinho morto. Eu jurei que seria a nossa ultima reconciliação, mas ontem você aprontou a mesma coisa que semana passada, e usou as mesmas desculpas, e eu senti as mesmas coisas, usei as mesmas palavras. E fiquei. Como sempre fico. Fiquei porque eu já havia me acostumado com o nosso ciclo vicioso. Fiquei porque você demonstrava mais afeto por mim no dia em que tu aprontavas. Fiquei porque já havia entrado na rotina o “perdão e a reconciliação”. Fiquei por medo de ficar sozinha, e te encontrar na outra semana nos braços de outra qualquer. Fiquei porque eu achava que não havia mais escolha – ou era você, ou você. No começo eu achava que pegava pesado contigo, que tu não merecias tantas cobranças feitas por mim. Sério, você sempre conseguiu fazer me sentir culpada de tudo. Culpada por não ter te ligado, culpada pelas brigas, culpada pelo dia. Culpada por tudo. E na real? Eu confesso. Eu fui uma completa tonta em deixar você me alienar desse jeito. Eu amei você. Esse é o “x” da questão, eu te amei até quando não deveria. E o principal. Amei-te quando tu não merecias. Na verdade, tu nunca mereceste um amor como meu. Um amor que foi capaz de cegar os olhos para sucumbir seus erros, e ao mesmo tempo, abrir os olhos para os seus gracejos. Um amor que foi capaz de sair de sua zona de conforto pra viver rodeados de espinhos. Um amor que outrora não conhecia o que era malicia e qual efeito ele causava, mas que hoje, tem medo de fechar os olhos e encontrar algo que faça lembrar você. Enfim. Um amor que você foi incapaz de sentir um terço sequer, nem metade, nem meio, nem de lado, nem redondo. Nada. Absolutamente nada. O pior de tudo é que, se nós brigássemos agora – nesse instante, pelos mesmos motivos, eu te aceitaria de volta. É isso. Eu te aceitaria mesmo sabendo que na outra semana que irá passar, tu cometerias os mesmos erros, e viria até mim com as mesmas desculpas esfarrapadas, eu derramaria muitas e outras lagrimas, me faria de difícil, mas no fim, eu abriria a porta de minha alma para você, outra vez. É que.. se não tiver você e seus erros, eu não vou ter do que reclamar pra meio mundo. Se não tiver você, não vai haver mais graça em ouvir musicas e ler livros de romances. Se não tiver você.. não vou ter do que reclamar. Sabe aquela história de que, tem gente que gosta do que não presta? É mais ou menos isso. Aliás, nunca disse que prefiro mansidão ao invés de tempestade. Nunca disse que prefiro chá ao invés de uma dose de café amargo. Foi por isso e dentre outros motivos que me apaixonei por você. Porque com você eu tive altos e baixos. Uma hora nosso amor estava no ápice, e em outro momento, estava preste a se desmoronar. Nunca entendi esse teu jeito torto, ou incorreto de demonstrar algum tipo de afeto por mim. Havia momentos em que, só com a ternura de seu olhar me deixava sem fôlego algum, e em outros, nem com um beijo longo me tirava um suspiro se quer. A grande e mínima diferença entre nós dois é que, eu amei você o tempo todo, não teve pausas, nem recusa de afeto e carinho algum. Fiz de mim o seu porto seguro, mesmo você se desfazendo de todo o esforço que eu fazia por nós. Tá bom eu sei, era quase impossível notar os meus esforços. Ah! Mas cá entre nós, você se quer fazia questão de notar. Você é daqueles que só acredita vendo – apalpando. Eu dizia que as roseiras de nossa saleta eram minhas prediletas como pretexto pra tu me perguntar qual era o motivo de acha-las entre tantas outras.. as minhas prediletas, e poder dizer que o motivo era que, elas me lembravam o seu cheiro; cheiro de folha molhada, único. Mas de você não saía nada além de “hm” ou um longo arfar, como se eu estivesse o importunando. E você? Tu me amavas quando o sol já havia dado o seu toque de recolher, e a lua já estava descansando. Tu me amavas quando você queria “descarregar todas as suas energias”. Tu me amavas quando eu dizia que iria embora e nunca mais queria vê-lo na minha frente. Era assim que tu me amavas, quando era conveniente para você e seu ego enfadado. E sabe o que é pior? É que caso, porventura a gente brigue – outra vez, e na hora você me pedir pra ficar, eu fico.” - Objetivar
Eu queria lhe agradecer de vários modos, juro que ensaiei milhares de falas, escrevi textos e mais textos tentando demonstrar todo o amor que sinto por ti. Eu queria lhe agradecer por tudo o que o Senhor me proporciona, eu sei que, muitas das vezes, o Senhor já derrubou muitas lagrimas por mim, muito obrigada. Eu amo você. Agradeço ao Senhor por ter me dado colo quando eu estava de birra, muito obrigado. Eu amo você. Agradeço ao Senhor por ter sempre me defendido de mamãe mesmo eu estando errado, muito obrigado. Eu amo você. Agradeço ao Senhor por passar noites em claro me cuidando, me mimando, mesmo sabendo que teria que acordar cedo para ir trabalhar, muito obrigado. Eu amo você. Agradeço ao Senhor por nunca deixar me faltar nada, eu sei que o Senhor sempre me colocou em primeiro lugar, muito obrigado. Eu amo você. Agradeço ao Senhor por tirar dinheiro da onde não tinha para poder me agradar, muita obrigado. Eu amo você. Agradeço ao Senhor por ter escolhido mamãe para ser sua mulher, mesmo tendo milhares de mulheres em suas mãos, muito obrigado. Eu amo você. Agradeço ao Senhor por ainda pegar meu boletim escolar com um sorriso no rosto, mesmo sabendo que irá se decepcionar quando for vê-lo, muito obrigado. Eu amo você. Agradeço ao Senhor por ser esse homem que o Senhor é! Valente, corajoso - você, muito obrigado. Eu amo você. Agradeço ao Senhor por ainda agir como um super herói. Um herói que é capaz de se desdobrar todos os dias por um filho tão tolo como eu, muito obrigado. Eu amo você. Eu queria lhe agradecer por ter nascido, por ter me cuidado, por ter me amado.. por ter sido você. Eu amo você pai.
— Paizinho querido - Lilian Machado - LM (via objetivar)
- Não sei valsar devagar.
- Pois apressemos o passo.
- Não lhe tonteia?
- Não: a cabeça é forte.
- E o coração?
- Este já calejou.
- Pois eu sou o contrário.
- O coração?
- Nunca vacilou
— Trecho do livro “A Senhora” (via objetivar)